segunda-feira, 25 de julho de 2011
20º e 21º Dia - Capítulos 20 e 21 - Ondas no rio de quimeras!!
Tá bom! Hoje completa 3 semanas que não fumo. Três longas semanas nas quais lutei contra todos os meus tipos de humores possíveis. Três semanas em que me vi, diante da minha maior batalha. Três semanas em que venci.
Ontem, como não escrevi aqui meu dia, foi porque estava muito cansado. Passei o dia inteiro no clube Faisão com minha amiga Marina. Foi um dia maravilhoso. Daqueles que a gente tira o dia inteiro pra conversar e descansar a mente. Um dia inteiro dedicado a falar de amenidades, sonhos, planos, da vida. E conheci pessoas ótimas. Nary, Flaviana, Sheila. Nossa, obrigado pelo dia.
Não sei o que tínhamos na cabeça quando decidimos ir pra este clube, pois o tempo estava nublado e frio, mas mesmo assim eu e Marina nos aventuramos a entrar na água, que por sinal, estava geladíssima!!
Depois disso, de uma longa conversa com Marina na beirada da piscina, voltamos pra mesa onde estávamos e nos juntamos as outras meninas. Vou realmente sentir falta destas minhas conversas com a Marina.Ela é uma das poucas pessoas com quem realmente posso falar sobre tudo em minha vida e a preocupação dela comigo é muito grande.
De volta pra casa, já morto de cansado fui assistir mais alguns episódios de The vampire diaries. Esta série esta realmente me deixando tenso. Impossível assistir somente um episódio por dia, mas enfim, depois de jantar, um banho bem quentinho, não corpo que resista. Fiz minha oração, me deitei pra mais um episódio da série e apaguei. Acordei hoje, um pouco mal humorado com minha sobrinha chorando pra vir pra minha cama. OMG, tem dias que realmente não sou um bom tio.
O dia passou tranquilo, pensei algumas vezes no cigarro. Mas esses pensamentos estão ficando cada vez mais raros. Ta dando pra levar numa boa agora.
Passei a tarde inteira deitado. pensando e assistindo a série. Tô gostando e passar estes momentos comigo mesmo.
Hoje é o aniversário de um amigo meu, o Célio, todos estão lá enquanto escrevo, mas não me senti no clima de ir. Não queria ser uma companhia entediante pra quem lá está.
Me odeio quando estou com o humor afetado. Hoje é um daqueles dias em que qualquer palavra mal proferida seria o estopim pra que eu exploda. Tensão? Talvez sim, em uma semana minha vida volta pros eixos de vez, mas enquanto isso não acontece, me sinto perdido, como se não pertencesse a este lugar ou qualquer outro aqui. Tenho me sentido inspirado a escrever, mas não sobre meu dia. Meus dias tem sido entediante, e após reler meus dias aqui no blog, pensei: -''Boring''.
Quando escrevo textos avulsos, alheios a minha realidade, de uma certa forma é a minha fuga da realidade. è onde vejo que a fantasia é às vezes bem mais interessante do que a realidade. E voltar pra realidade é um pouco estressante.
Vou tentar me dedicar mais a escrita. Talvez eu passe dois dias sem falar do meu dia, ou poste a cada tr~es dias, mas sempre manterei o blog atualizado, sempre. Mas quero me dedicar a esta arte que descobri recentemente em mim. Quero saber do que mais sou capaz. Quero me testar, quero sentir o meu limite.
Eu sinto que por esta passando por isso tudo, estas mudanças repentinas de humor, faz com que minha mente funcione e crie situações, romances, tragédias. Mesmo que apenas um grupo mínimo de pessoas leia, quero reler um por um e pensar: -''Eu criei isso?''.
Vou me dedicar, quem sabe não venha um romance por ai? Um best seller. Pode não acontecer, mas sonhar faz bem pro espírito.
Status dos dias: Tranquilidade seguida de mal humor. A lua acompanha o meu astral.
Frase do dia: "Tudo é uma questão de manter a mente quieta a espinha ereta e o coração tranquilo" Walter Franco
por Maikon Marques
sábado, 23 de julho de 2011
18º e 19º Dia - Capítulos 18 e 19 - Eu contra o mundo!
Hoje posso dizer que consegui mais um dia.
Um dia um tanto intenso. Muitos pensamentos soltos, muita coisa na cabeça ainda pra ser organizada, mas confesso que pouco a pouco, tudo volta pro armário, organizado, por letras cores e data. Tudo do jeito que gosto. Organizado.
Depois de um dia rotineiro, me sentei mais uma vez para o início de um vício. The Vampires Diaries, nova série que meu baby me indicou, e confesso que pelos dois primeiros episódios, já sou fã!
E não sei porque, mas ontem, assistindo o filme ''Obrigado por fumar'', uma veia marketeira estourou em mim, e como Designer Gráfico, de certa forma, algo me fez pensar e reavaliar algumas coisas relacionadas ao cigarro e suas campanhas terroristas.
Eu fumei dos meus 17 aos 27 anos e nesse período eu não se lembro de ter passado pelo menos um dia inteiro sem ter dado um trago.
Há duas semanas e meio que tive a feliz idéia de parar de fumar. Logo nos primeiros dias sem o cigarro, comecei a prestar atenção nas propagandas antitabagistas.Como designer gráfico este é um dos nossos defeitos/qualidades, criticar ou elogiar demais o trabalho alheio. Me perguntava sempre porque não se mencionavam em nenhuma delas, o quanto é bom não fumar. Apesar da vontade louca que ainda tenho pra acender um cigarro, eu sei que muitas outras sensações muito prazerosas me dão força pra me manter na luta contra o cigarro. Sensações que o ministério da saúde sequer não adverte em suas campanhas.
A primeira mudança que senti em mim, antes mesmo do fôlego, foi o gosto das comidas. Eu passei a sentir mais sabor.E olha que para alguém como eu, que amo comer, foi mais que fantástico poder voltar a sentir o gosto de feijãozinho da minha mãe. Ai eu me pergunto: Porque nas campanhas contra o cigarro, eles não colocam isso?
Se pararmos pra pensar, os cigarros deveriam vir com fotos bonitas na parte de traz, alguns poderiam trazer um belíssimo prato de comida e a frase: ‘’Se você parar de fumar hoje, a comida será mais saborosa amanha’’. Cá entre nós, é bem mais atrativo do que pés gangrenados, dentes podres, bebês deformados e blá blá blá.
Percebi também que meu olfato melhorou e muito. Hoje percebo que quem fuma, tem cheiro de cigarro, independente do perfume que usa. E eu não sabia que tinha este cheiro por não sentir em mim. Ai logo vem a frase à mente: ‘’Pare de fumar e fique cheiroso pro seu amor’’.
Hoje sinto meu fôlego um pouco melhor. Hoje já consigo correr uma distância razoável sem me sentir muito cansado, coisa que antes, um lance de escada já me deixava bufando. Entre essas e outras vantagens percebi o quanto os marketeiros do Ministério da saúde, de certa forma, são burros: pretendem conscientizar as pessoas pelo medo. E dá-lhe foto nas embalagens de feto perebento, outdoors de moribundos em camas de hospital, imagens de pulmões pretos. Que besteira!
Se nós, humanos, deixássemos de fazer alguma coisa pelo medo das conseqüências, o crime teria acabado assim que a algema foi inventada.
Acho que é muito melhor tentarem conscientizar as pessoas das vantagens de não fumar do que tentar amedrontá-las com os malefícios do vício. E a idéia não se resume apenas ao cigarro.
Em vários outros assuntos, a sociedade já percebeu que o estímulo ao bom comportamento é muito mais eficiente do que o castigo ao mau. Para alfabetizar as crianças nas escolas, por exemplo, já não se manda mais o filho ajoelhar-se no milho, e sim métodos inteligentes, que deixam os alunos quietos, não por medo, mas por curiosidade. Outro exemplo: os estados americanos que implementaram a pena de morte não conseguiram, com isso, abaixar os índices de criminalidade.
Aliás, o número de crimes praticados em um país não é um reflexo de suas leis, mais ou menos severas, e sim da capacidade desse país de prover seus cidadãos de educação, cultura, comida e trabalho, ou seja, coisas boas para se fazer da vida.
Sugiro que o governo deixe de lado a campanha do terror e parta para uma mais feliz. Algo do tipo: “O Ministério da Saúde adverte: fumar é bom, mas jogar futebol é mais gostoso.” “Pare de fumar e vá comer bobó de camarão” ou “Largue o cigarro e peça um cafuné.”
Talvez isso não valha a pena, mas tentar também não prejudica né...
Status do dia: Transbordando felicidade, e um pouco triste por conta da perda que o mundo teve hoje.
Amy Winehouse, que sua vida tenha sido repleta de alegria, apesar de como você a levava. Que Deus te acolha nos braços e tome conta desta alma tão perturbada, mas com uma voz que trouxe ao mundo um novo som. Descanse em paz.
Amy Winehouse, que sua vida tenha sido repleta de alegria, apesar de como você a levava. Que Deus te acolha nos braços e tome conta desta alma tão perturbada, mas com uma voz que trouxe ao mundo um novo som. Descanse em paz.
Frase do dia: ''Me faça bem e eu digo tudo o que quiser ouvir.'' Amy Winehouse
por Maikon Marques
por Maikon Marques
The Farewell Party!!!
Como todos sabem, é minha despedida. Tow indo pra Irlanda dia 02/07/2011.
Estas datas coloquei pra comemorar junto com meus amigos.
Na minha casa, vai ser churrasco americano, então jah sabem como funciona né.
Levar a carne, e a bebida, compraremos quando a galera chegar.
No Kart, vai ser soh pra reunir os amigos mesmo pra um ultimo tchau, jah que na segunda eu viajo pra BH. E no Kart é por conta da galera.rs
Então eh isso. espero todos meus amigos pra me desejarem boa sorte e queria dar um beijo em cada um.
Fiquem com Deus!!!
A propósito, o texto do convite foi eu que escrevi...hehehehehe...
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Eu sempre te amei!
Carlos levantou-se da cama e se dirigiu a janela. A muito ele não chorava. Via seu mundo virar de cabeça pra baixo. Decidiu que desta vez, não ira deixar Felipe vê-lo chorando. Era demasiadamente humilhante ser visto naquele estado. Levantou a cabeça, encaminhou-se para o banheiro e começou seu ritual matutino, mesmo sabendo que não estava no clima para isso.
Foi para cozinha preparar seu café da manhã. Derrubou a caneca, espalhou pó por todo balcão. Depois de limpar tudo foi para a sala. Tinha algo no bolso da sua jaqueta que seria essencial para aquele momento. Queria ter tudo preparado antes de Felipe acordar. Mas não conseguia esconder a excitação, a sua falta de atenção dava margens à desastrosas tentativas de preparar as torradas que antes era seu ponto forte.
Ao ver Felipe entrando na cozinha, deixou o prato cair. Depois de 9 anos de convivência, olhava para Felipe como se ele fosse um estranho. Uma pessoa com quem acabara de acordar, depois de uma noite de bebedeira. Mas para Felipe, aquela falta de atenção de Carlos e seu modo de agir nas manhãs, era normal, quase uma rotineira.
Felipe se aproximou com um beijo carinhoso. Carlos não recuou, apesar de querer, não o fez. Como de costume sentaram-se a mesa e começaram seu café. Mas algo estava estranho, o clima, os olhares, as torradas.
Felipe sentia que Carlos não estava nos seus melhores dias, e por isso, se conteve apenas a perguntar se estava tudo bem. Carlos, como sempre muito educado, respondeu que sim, que só estava com problemas no trabalho e lhe devolveu um sorriso, que pra qualquer um, era o indício de que nada estava bem.
Felipe sentia que Carlos não estava nos seus melhores dias, e por isso, se conteve apenas a perguntar se estava tudo bem. Carlos, como sempre muito educado, respondeu que sim, que só estava com problemas no trabalho e lhe devolveu um sorriso, que pra qualquer um, era o indício de que nada estava bem.
Carlos já tinha separado o jornal. As páginas que Felipe lia todas as manhas estavam no seu lado da mesa. Felipe começou a folhear seu jornal, e viu um pequeno bilhete. Achou que seria mais um bilhetinho carinhoso de Carlos lhe desejando um bom dia, coisa que era habitual durante o café, mas desta vez, ao ler, Felipe ficou sem reação. Olhou pra Carlos que da mesma forma que lia o seu jornal, continuou.
Felipe ainda pensou se Carlos tinha visto aquele bilhete, era impossível a possibilidade de não ter lido, já que ele se encontrava no seu jornal, dentro de suas páginas preferidas.
Felipe ainda pensou se Carlos tinha visto aquele bilhete, era impossível a possibilidade de não ter lido, já que ele se encontrava no seu jornal, dentro de suas páginas preferidas.
Criou coragem e perguntou a Carlos o quem significava aquilo. Carlos olhou pra ele com os olhos lacrimejando e disse que esperava que ele pudesse dizer. Felipe que tinha visto Carlos chorar apenas uma vez, fez que não entendesse do que se tratava aquele papel.
Carlos, com toda paciência e com toda calma, disse pra Felipe que o tinha encontrado dentro de sua bermuda de malhar, quando foi lavar roupa há 3 dias. Explicou que há 3 dias não dorme direito por tentar não acreditar naquele bilhete. Aquele bilhete era tudo que Carlos não queria ler. Um bilhete onde dizia com todas as palavras que Carlos mais abominava, pois sabia que aquilo, se não fosse dito por Felipe, com quem transava há 9 anos eram palavras sujas. Um bilhete que dizia: ‘’Quando é que estará em casa sozinho novamente? Doido pra experimentar este cuzinho que o Rogério disse que dá muito gostoso. Ass.: João Carlos (Academia)’’.
Carlos não sabia se olhava com nojo, pena, desprezo o que quer que fosse o sentimento que não seja amor. Ele amava Felipe, mas este conseguiu empedernir um coração que só fazia bater por amor. Felipe não tinha palavras. Ficou calado escutando Carlos repetir a cada 5 minutos como ele tinha sido cruel. Felipe tentou se desculpar, mas antes disso, sabia que não teria perdão, pois Carlos sabia de tudo que ele tinha feito ao longo de 2 anos. Carlos, que nunca tinha tido coragem de mexer nas coisas de Felipe, o fez em busca de provas.
Carlos, com toda paciência e com toda calma, disse pra Felipe que o tinha encontrado dentro de sua bermuda de malhar, quando foi lavar roupa há 3 dias. Explicou que há 3 dias não dorme direito por tentar não acreditar naquele bilhete. Aquele bilhete era tudo que Carlos não queria ler. Um bilhete onde dizia com todas as palavras que Carlos mais abominava, pois sabia que aquilo, se não fosse dito por Felipe, com quem transava há 9 anos eram palavras sujas. Um bilhete que dizia: ‘’Quando é que estará em casa sozinho novamente? Doido pra experimentar este cuzinho que o Rogério disse que dá muito gostoso. Ass.: João Carlos (Academia)’’.
Carlos não sabia se olhava com nojo, pena, desprezo o que quer que fosse o sentimento que não seja amor. Ele amava Felipe, mas este conseguiu empedernir um coração que só fazia bater por amor. Felipe não tinha palavras. Ficou calado escutando Carlos repetir a cada 5 minutos como ele tinha sido cruel. Felipe tentou se desculpar, mas antes disso, sabia que não teria perdão, pois Carlos sabia de tudo que ele tinha feito ao longo de 2 anos. Carlos, que nunca tinha tido coragem de mexer nas coisas de Felipe, o fez em busca de provas.
Carlos acolheu Felipe em sua casa há 8 anos. Sabia que Felipe era o amor da sua vida, e mesmo depois de uma decepção amorosa, resolveu dar mais uma chance ao amor. Começou a namorar Felipe e com 1 ano de namoro, resolveram que era hora de morarem juntos. Felipe era o que Carlos sempre sonhou. Apesar de Felipe ser 4 nos mais velho que Carlos, ele sabia que isso não seria impedimento. Carlos trabalhava em uma clínica de odontologia, onde gerenciava um grupo de dentistas. Não era muito seguro de si mesmo. Tinha alguns problemas relacionados a sua auto-estima. Não se sentia atraente, apesar de ser alto moreno e um porte físico invejável para alguns. Caminhava 3 vezes por semana. Tinha uma alimentação balanceada. Já Felipe, trabalhava em uma distribuidora na área administrativa. Era descontrolado, curtia a vida loucamente. Final de semana era fácil encontrar Felipe nas boates.
De certa forma, Carlos se apaixonou por este modo de Felipe levar a vida. Desde então, começaram uma vida juntos. Felipe sempre se mostrou completamente apaixonado por Carlos. Mas depois dos 7 anos de vida juntos, as coisas não estavam indo muito bem para os dois. Carlos continuava o mesmo. Sempre muito educado, dedicado ao estudo e a fazer Felipe feliz, mas o outro sentia que queria mais aventuras. Carlos não se tocou de como Felipe andava ultimamente. Freqüentava a academia umas 2 vezes por dia. Muitas visitas ao apartamento dos dois, quando Carlos não se encontrava em casa. Mas Carlos só achava que Felipe estava fazendo amigos, já que a pouco começava a malhar intensamente.
De certa forma, Carlos se apaixonou por este modo de Felipe levar a vida. Desde então, começaram uma vida juntos. Felipe sempre se mostrou completamente apaixonado por Carlos. Mas depois dos 7 anos de vida juntos, as coisas não estavam indo muito bem para os dois. Carlos continuava o mesmo. Sempre muito educado, dedicado ao estudo e a fazer Felipe feliz, mas o outro sentia que queria mais aventuras. Carlos não se tocou de como Felipe andava ultimamente. Freqüentava a academia umas 2 vezes por dia. Muitas visitas ao apartamento dos dois, quando Carlos não se encontrava em casa. Mas Carlos só achava que Felipe estava fazendo amigos, já que a pouco começava a malhar intensamente.
Felipe agia como sempre com grosseria contra Carlos. Sempre o colocando como vilão da historia, mesmo sabendo que Carlos não sabia o que estava acontecendo.
Carlos começou a se sentir triste e cabisbaixo mais uma vez, parecia estar tendo um dejavú. Foi exatamente desta forma que seu antigo namorado o tinha deixado. Sem motivo aparente, depois de uma discussão sem motivos, Marcos juntou suas coisas e com uma frase apenas disse que não suportava mais viver ao lado de alguém tão passivo, queria alguém com quem pudesse discutir. Queria algum homem de verdade, não um ser que se afoga nos estudos e esquece que tem um homem dentro de casa. Bateu a porta e nunca mais Carlos o viu.
E desta vez, Carlos sentia que estava acontecendo novamente. Felipe agia da mesma forma que Marcos. Mas, desta vez, Carlos iria fazer diferente e perguntou a Felipe o que estava acontecendo. Sentaram e depois de uma longa conversa, Felipe convenceu Carlos de que estava com problemas no trabalho e que algumas responsabilidades estavam sobre suas costas. Voltaram às boas e nunca mais brigaram.
Carlos começou a se sentir triste e cabisbaixo mais uma vez, parecia estar tendo um dejavú. Foi exatamente desta forma que seu antigo namorado o tinha deixado. Sem motivo aparente, depois de uma discussão sem motivos, Marcos juntou suas coisas e com uma frase apenas disse que não suportava mais viver ao lado de alguém tão passivo, queria alguém com quem pudesse discutir. Queria algum homem de verdade, não um ser que se afoga nos estudos e esquece que tem um homem dentro de casa. Bateu a porta e nunca mais Carlos o viu.
E desta vez, Carlos sentia que estava acontecendo novamente. Felipe agia da mesma forma que Marcos. Mas, desta vez, Carlos iria fazer diferente e perguntou a Felipe o que estava acontecendo. Sentaram e depois de uma longa conversa, Felipe convenceu Carlos de que estava com problemas no trabalho e que algumas responsabilidades estavam sobre suas costas. Voltaram às boas e nunca mais brigaram.
Agora, sentado frente a Felipe, Carlos falava pausadamente de tudo que sabia sobre Felipe. Tudo que havia descoberto. Felipe chora descontroladamente, mas Carlos já não acredita no seu choro. Sabia que Felipe sabia mentir como ninguém, por tê-lo enganado por 2 anos consecutivos. Depois de um longo silêncio, depois de muitas palavras proferidas, Carlos sempre muito emotivo, resolveu que seria racional. Enquanto passava a manteiga em sua torrada, com os olhos baixos, pediu com calma que Felipe arrumasse suas coisas e fosse embora, antes do almoço. Ele já tinha ligado pro táxi, e este estaria ali dentro de 2 horas, tempo suficiente pra que Felipe arrumasse suas coisas. Felipe não acreditava no que Carlos estava falando. Achou que seria uma briga normal, mas Carlos parecia decidido e Felipe não quis contrariar.
Carlos se levantou da mesa, juntou a louça suja, se abaixou na frente de Felipe, pegou seu rosto carinhosamente, tocou seus lábios carinhosamente, como fazia sempre pelas manhãs, olhou em seus olhos e se levantou. Felipe sem entender imaginou se as coisas iriam ficar bem depois daquele gesto, mas antes que Felipe perguntasse algo, Carlos apressou-se em dizer pra que ele agilizasse, pois o táxi já estava a caminho.
Felipe ainda não acreditava, no que estava acontecendo, mas sabia que não adiantava argumentar. Tentou em vão um abraço em Carlos, mas este já tinha virado de costas e lavava as louças do café.
Felipe ainda não acreditava, no que estava acontecendo, mas sabia que não adiantava argumentar. Tentou em vão um abraço em Carlos, mas este já tinha virado de costas e lavava as louças do café.
Enquanto, aos prantos, Felipe fazia as malas, Carlos chegou pra ajudar. Sabia que Felipe não iria levar nada do era seu, mas queria ter certeza de que Felipe levaria tudo que lhe pertencia. Não queria nada de Felipe em seu armário. Enquanto faziam as malas, começaram a conversar amenidades, coisas da rotina, como faziam todos os dias. Felipe percebeu o quanto sentiria falta de Carlos, da companhia agradável, dos papos inteligentes, do sexo gostoso. Carlos pegou uma calça sua que Felipe adorava, e num gesto de carinho, colocou na mala de Felipe, sabia que aquela calça ficava melhor em Felipe.
Enquanto Felipe terminava, Carlos sentou-se no sofá da sala pra esperar que Felipe voltasse.
Felipe apareceu na sala, com suas malas nas mãos. Carlos olhos pra ele, com os olhos lacrimejando, e por um instante sentiu uma vontade louca de abraçar Felipe, beijá-lo. Como amava aquela pessoa. Mas seu orgulho foi mais forte.
A campainha tocou, era o táxi. Felipe olhou nos olhos de Carlos, que já não mais conseguia segurar as lágrimas. Olharam-se por alguns instantes, e nu estalo de paixão, ou de um último adeus, se beijaram. Um beijo intenso, cheio de amor e ódio. Sabiam que aquele seria o último.
Carlos se afastou, olhou nos olhos de Felipe, beijou-lhe a testa e lhe desejou boa sorte.
Felipe não sabia o que dizer, apenas disse que o amava.
Felipe pegou as malas e passou pela porta, um último olhar, um último adeus. E antes de fechar a porta, Carlos disse:
- Eu te amei mais que a mim mesmo, e este foi meu erro. Vai com Deus.
Felipe apareceu na sala, com suas malas nas mãos. Carlos olhos pra ele, com os olhos lacrimejando, e por um instante sentiu uma vontade louca de abraçar Felipe, beijá-lo. Como amava aquela pessoa. Mas seu orgulho foi mais forte.
A campainha tocou, era o táxi. Felipe olhou nos olhos de Carlos, que já não mais conseguia segurar as lágrimas. Olharam-se por alguns instantes, e nu estalo de paixão, ou de um último adeus, se beijaram. Um beijo intenso, cheio de amor e ódio. Sabiam que aquele seria o último.
Carlos se afastou, olhou nos olhos de Felipe, beijou-lhe a testa e lhe desejou boa sorte.
Felipe não sabia o que dizer, apenas disse que o amava.
Felipe pegou as malas e passou pela porta, um último olhar, um último adeus. E antes de fechar a porta, Carlos disse:
- Eu te amei mais que a mim mesmo, e este foi meu erro. Vai com Deus.
Fechou a porta, sentou em seu sofá. Não mais chorou, não mais derramou uma lágrima. Decidiu que nunca mais iria se apaixonar na vida. Que aquela era sua vida, aquele era seu mundo, e não se permitia lágrimas no seu mundo. Ligou a televisão e ali passou o dia inteiro.
Esbarraram-se algumas vezes pela rua, mas agiam como completos estranhos um com o outro.
Felipe, superou sua fase e encontrou um novo amor.
Carlos teve alguns casos, mas nunca mais deixou que ninguém entrasse em sua vida!
Felipe, superou sua fase e encontrou um novo amor.
Carlos teve alguns casos, mas nunca mais deixou que ninguém entrasse em sua vida!
Por Maikon Marques
quinta-feira, 21 de julho de 2011
17º Dia - Capítulo 17 - Café, queijo e pão!
Hoje meu coração respirou aliviado. É hora de empacotar as coisas pra ir de encontro a felicidade.
Meu coração ao mesmo tempo em que sorri, ele chora em desespero. O sorriso é incomparável, único, de quem sabe que esta a poucos dias de novamente viver os dias mais felizes da vida. Um sorriso de esperança, de sonhos que com luta se realizarão. Um sorriso de certeza que desta vez, tudo vai dar certo.
O choro é inconsolável. De quem deixa pra trás pessoas, família, sobrinhos de quem cuido e que são como filhos, de amigos que vou passar um tempo sem ver. Um choro de saudades. Consolável, mas ainda assim um choro triste.
Mas a vida nos mostra que as vezes, temos que abdicar de algumas coisas pra que outras conquistemos. Eu por exemplo, sei que estou saindo da minha zona de conforto pra mais uma vez tentar a vida no exterior. Tudo vai dar certo, eu sei, pois to indo com a certeza de que desta vez, não me desviarei dos meus propósitos lá. As coisas que me tiravam do caminho eu já abandonei. Meus vícios.
Agora é olhar pra frente e enxergar aquilo que tanto sonhei.
Hoje em especial, pedi a Deus, durante minha caminhada, que me ilumine o caminho, que não me deixe voltar para meus vícios e que me dê força pra lutar contra tudo que tentar me derrubar. Tenho a certeza de que Ele não me deixará voltar atrás no meu propósito, pois minha vitória é a vitória Dele.
Não tenho pensado muito no cigarro, na verdade, estão sendo raros os momentos em que me dá vontade de fumar. Graças a Deus os dias de abstinência estão sendo vencidos com muita honra e força de vontade.
Desde que pare de fumar, parece que me abriu um sentido incrivelmente literário. Sinto me com vontade de escrever o tempo todo, sinto me mais criativo, sinto me mais vivo e com vontade de fazer acontecer.
Esperem em breves, alguns textos no blog. Textos avulsos, sobre coisas que me saltam a ideia e me fazem escrever feito um louco. O primeiro esta inacabado ainda. Na verdade, queria criar uma série no blog, mas isso com o tempo, por enquanto, to focando minhas energias no diário.
Estou sempre mantendo o quarto arrumado, cheiroso, cama feita e sem sapatos, chinelos ou mesmo roupas espalhadas pelo chão. isso é uma coisa que me deixava um pouco irritado. Sei lah, sempre antes de dormir, fumava um cigarro no quarto por preguiça de ir fumar na varanda de casa. Agora, mantendo meu quarto sempre organizado, vejo como meu humor se mantem estável quando o assunto é cigarro.
Não me importo mais com pessoas fumando ao meu redor. Não vou negar que a vontade aumenta nestas ocasiões, mas também, a vontade de não fumar é maior. É neste momento que meu eu entra em batalha com meu outro eu. Uma luta minha conta mim mesmo. E confesso, são as lutas que adoro.
Dia 29 é minha despedia. Dia em que creio eu, vou chorar bastante, mas que seja um choro de felicidade, porque quando descer do avião, sei que alguém mais que especial estará lá, lindo, loiro esperando por mim.
Status do dia: Um dia como outro qualquer, apesar de ter feito muita coisa, foi coisas rotineiras. Feliz e partindo pro 18º dia sem fumar. Obrigado Deus, por tudo!
Frase do dia: "Há esperanças que é loucura ter. Pois eu digo-te que se não fossem essas já eu teria desistido da vida." José Saramago em Ensaio Sobre a Cegueira.
XoXo Maikon Marques
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